Árabes alertam aos EUA para não atacarem o Iraque

Após as novas acusações norte-americanas de que o Iraque é capaz fazer ataques biológicos, líderes árabes avisaram a Washington nesta segunda-feira que um ataque contra um país árabe amigo romperia a coalizão antiterrorismo. Numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o controle de armas realizada hoje em Genebra, os Estados Unidos alegaram "não haver dúvidas" de que o Iraque possui um programa de armas biológicas. Funcionários do governo jordaniano, perguntados sobre as acusações norte-americanas, repetiram declarações do governo expressando preocupação sobre um possível ataque contra o Iraque ou contra qualquer outro país árabe durante a campanha antiterrorismo. O rei Abdullah II, da Jordânia, o primeiro-ministro Ali Abdul-Ragheb e outros membros do governo alertaram contra um eventual ataque ao Iraque ou outros países árabes, dizendo que isto poderia agitar ainda mais o instável Oriente Médio e jogar o mundo num conflito de proporção ainda maior. "Há uma posição árabe comum que foi claramente declarada e endereçada a quem quer que possa interessar" com relação a ataques contra países árabes, disse hoje o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, no Cairo. Moussa, que negou-se a comentar as acusações norte-americanas, lembrou que nenhum documento sobre o assunto foi distribuído em Genebra. Leia o especial

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