Árabes condenam "terrorismo de Estado" israelense

Ministros do Interior de 17 países árabes condenaram hoje o "terrorismo de Estado" por parte de Israel e expressaram seu apoio a grupos militantes islâmicos que foram taxados como "terroristas" por Washington. No primeiro encontro do tipo ocorrido desde os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, os ministros, reunidos em Beirute, discutiram também uma possível cooperação na luta contra o terror e medidas de segurança para combater o tráfico de drogas e outros crimes. O ministro do Interior do Líbano, Elias Murr, leu o comunicado final do encontro, sublinhando a necessidade de "diferenciar terrorismo e o direito das pessoas de lutarem, através de todos os meios, para libertar suas terras". As palavras de Murr foram uma clara referência ao grupo Hezbollah, com base no Líbano, e aos grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmica. Os três estão entre as 22 organizações consideradas terroristas pelos Estados Unidos e cujos bens foram congelados por ordem do presidente George W. Bush depois dos atentados em Nova York e Washington. Referindo-se aos ataques israelenses na Cisjordânia e Faixa de Gaza, os ministros árabes afirmaram que "o terrorismo de Estado" é baseado no assassinato de oficiais palestinos, a expulsão de palestinos e a destruição de suas casas, assim como no cerco ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

Agencia Estado,

30 Janeiro 2002 | 15h35

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