Árabes doaram para a fundação de Clinton

Entidade do ex-presidente também tem entre seus financiadores magnatas como Bill Gates

NYT e AP, Nova York, O Estadao de S.Paulo

19 de dezembro de 2008 | 00h00

O jornal The New York Times divulgou ontem uma lista dos principais financiadores da fundação do ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary, que será secretária de Estado do próximo governo. Entre os doadores estão os governos da Arábia Saudita e da Noruega, a Fundação Dubai e os magnatas Bill Gates, Stephen Bing, Haim Saban e Robert Johnson. Nos últimos dez anos, a fundação arrecadou cerca de US$ 500 milhões.O ex-presidente concordou em revelar os nomes dos mais de 200 mil doadores para evitar possíveis conflitos de interesse e possibilitar a nomeação de Hillary, que assumirá em janeiro o cargo diplomático mais alto dos EUA.Depois que deixou a presidência, Clinton virou uma espécie de embaixador honorário de sua própria fundação, que ajuda no combate à aids, à malária e ao aquecimento global. A lei americana não o obriga a revelar seus doadores, mas quando Obama convidou Hillary para o gabinete, o ex-presidente aceitou divulgar a lista para não atrapalhar a nomeação da mulher. Entre os governos, o maior doador é a Arábia Saudita, que doou um valor entre US$ 10 milhões e US$ 25 milhões - as doações foram classificadas em faixas. A Noruega aparece em segundo, com uma doação entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões. Kuwait, Qatar, Brunei, a Fundação Dubai e Omã doaram entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. Além do governo saudita, outros 11 financiadores doaram valores entre US$ 10 milhões e US$ 25 milhões, incluindo Bill Gates, presidente da Microsoft, Stephen Bing, produtor de Hollywood, Haim Saban, um dos sócios da Univisión, maior canal hispânico dos EUA, e o magnata Robert Johnson.LIMITEAtualmente, Clinton recebe cerca de US$ 400 mil por uma hora de palestra em várias instituições ao redor do mundo. Como parte do acordo com a equipe de transição de Obama, o ex-presidente concordou em limitar suas atividades filantrópicas e a sujeitar sua agenda a uma espécie de comitê de ética da Casa Branca.

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