Árabes estudam fundo de emergência contra alta dos alimentos

Os países árabes estudam apossibilidade de criar um fundo de emergência capaz decontribuir para os esforços de resposta à disparada mundial dopreço dos alimentos, afirmou o ministro da Agricultura daJordânia, Muzahim Muhaisin. Protestos, greves e distúrbios eclodiram em vários paísesem desenvolvimento do mundo depois de o preço do trigo, doarroz, do milho, dos óleos comestíveis e de outros produtosalimentícios básicos terem subido mais de 40 por cento no anopassado. O Programa Mundial de Alimentação (WFP) descreveu ofenômeno como um "tsunami silencioso" que ameaça atirar mais de100 milhões de pessoas na pobreza. "Há planos sobre a criação de um fundo de emergência paradar apoio aos países árabes que sofram com o aumento do preçodos alimentos", disse Muhaisin, segundo um despacho divulgadona segunda-feira pela agência jordaniana de notícias Petra. Ministros da agricultura de países árabes compareceram nasemana passada a Riad (capital da Arábia Saudita) para umencontro da Organização Árabe para o Desenvolvimento Agrícola.Mas pouco se falou sobre os planos de combate aos preços emalta dos produtos alimentícios. Muhaisin não forneceu detalhes sobre o fundo de emergência,limitando-se a dizer que a medida tentaria intensificar asações conjuntas com vistas a melhorar "as vantagenscompetitivas" oferecidas nos países árabes. Ao longo da história, muitos governos árabes já adotarammedidas de força a fim de sufocar manifestações geradas pelainflação dos alimentos, incluindo-se aí desde os protestos domês passado no Cairo aos chamados "conflitos do pãozinho" emMarrocos, no começo da década de 80, quando dezenas de pessoasforam mortas a tiros. Os países árabes dependem muito da importação de alimentos,o que os torna mais vulneráveis ao aumento dos preços nosmercados internacionais. Taxas cada vez mais altas de inflação também contribuempara limitar as vantagens resultantes da recente expansão dofaturamento com a exportação de petróleo pelos países do golfoPérsico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.