Árabes no Paraguai são proibidos de enviar dinheiro para o exterior

Os árabes que mantêm comércio no Paraguai e vivem na fronteira entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, no Paraná, estão impedidos de fazer remessas de dinheiro para o exterior. O Banco Central paraguaio bloqueou a conta bancária dos correntistas de origem árabe por causa de suspeitas de que empresários locais estariam ajudando a financiar organizações terroristas que atuam no Oriente Médio.As restrições ocorrem dias depois de os Estados Unidos terem recomendado a vários países o bloqueio das contas de supostos terroristas, em decorrência dos atentados de 11 de setembro contra o World Trade Center e o Pentágono. Apesar dos argumentos dos comerciantes árabes da fronteira, que reclamam de discriminação devido a origem étnica, eles estão impossibilitados de fazer movimentação bancária desde o início da semana.Está em poder do Banco Central paraguaio uma relação com o nome de 42 pessoas supostamente de origem árabe que teriam enviado mais de US$ 50 milhões ao Oriente Médio nos últimos cinco anos. A lista de suspeitos teria sido enviada por um órgão do governo destinado ao combate à lavagem de dinheiro. As remessas teriam partido de bancos de Ciudad del Este e de Assunção.As suspeitas são de que pelo menos parte desse montante tenha sido destinada a grupos como o Hezbollah, que atua no Sul do Líbano em favor da causa palestina. A maioria dos cerca de 12 mil árabes e descendentes que vivem em Foz e Ciudad del Este tem vínculo familiar no Vale do Bekaa, mesma região de atuação dessa organização terrorista.Leia o especial

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