Árabes protestam contra ataques israelenses

Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de importantes cidades árabes hoje gritando "morte a Israel" e denunciando o cerco às cidades palestinas. Os manifestantes marcharam por cidades do Iraque, do Líbano, da Líbia e do Iêmen, reunindo dezenas de milhares de pessoas em cada um desses protestos. Manifestações menores contra Israel também ocorreram em países como Egito, Jordânia, Bahrein, Síria e Kuwait. Cerca de 10.000 manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em Bagdá e pediam ao presidente Saddam Hussein para que "atinja Tel Aviv", relembrando as memórias dos mísseis Scud iraquianos disparados contra o Estado judeu durante a Guerra do Golfo, em 1991. Grandes protestos prosseguiram por todo o Oriente Médio no segundo dia seguido dos ataques de Israel contra o quartel general do líder palestino Yasser Arafat em Ramallah, na Cisjordânia. Ao término de uma reunião de emergência da Liga Árabe, o secretário-geral Amr Moussa declarou que os Estados árabes discordam dos pedidos norte-americanos para que Arafat contenha os militantes palestinos. "Como Arafat poderia agir primeiro se os soldados israelenses estão a poucos passos de seu gabinete. Isto é uma rendição", comentou Moussa.Os jornais árabes publicaram editoriais e imagens sobre o ataque dos tanques israelenses contra os escritórios de Arafat em Ramallah. Os editorialistas acusaram os Estados Unidos pela atitude israelense. "Os EUA deram a eles o sinal verde para a aniquilação da Autoridade Palestina e o isolamento do presidente Yasser Arafat", escreveu Abdul-Wahab Badrakhan no Al-Hayat, o principal jornal pan-árabe. Ainda hoje, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e o rei Abdullah II da Jordânia telefonaram para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e pediram a ele que intervenha junto a Israel para acabar com esta "agressão contra o povo palestino" e o cerco a Arafat.

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