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Árabes querem aprovar novo plano de paz para Oriente Médio

O ministro palestino das Relações Exteriores, Ziad Abu Amr, disse nesta terça-feira, 27, que chegou o momento para os países árabes e Israel acertarem um projeto de acordo, colocando fim a seus desentendimentos e recebendo amplo apoio da comunidade internacional. A partir da próxima quarta-feira, 28, líderes árabes se encontrarão em Riad, na Arábia Saudita, para lançar a nova iniciativa de paz com Israel.A nova proposta oferece a normalização dos laços diplomáticos do Estado judaico com todos os países árabes em troca da retirada total dos soldados de territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias (1967).Israel já rejeitou esse plano, sugerido inicialmente em 2002, mas recentemente, junto com os EUA, mostrou um interesse renovado pela iniciativa. "Este é o momento adequado para resolvermos o conflito árabe-israelense", afirmou o chanceler palestino. "Acho que, se os envolvidos mostrarem comprometimento, temos um bom plano, um plano capaz de garantir a paz e a segurança na região para todos."Os projetos de resolução a serem aprovados na cúpula da próxima quarta e quinta-feira tratam principalmente do conflito árabe-israelense e parecem ter por meta convencer Israel a abrir negociações. Mas a iniciativa de paz sugerida é a mesma de cinco anos atrás.Pontos de conflitoO Estado judaico já deixou claro que não aceita algumas partes desse plano, entre as quais a devolução total das terras ocupadas em 1967 (incluindo Jerusalém Oriental) e a permissão de regresso para os refugiados palestinos. O texto, de outro lado, é visto com alguma cautela por grupos árabes militantes. Segundo meios de comunicação sauditas, Khaled Meshaal, líder do Hamas, pediu aos líderes árabes que não façam concessões a respeito dos refugiados palestinos. "Meshaal apelou aos líderes árabes que se reúnem em Riad e pediu que adotem uma estratégia baseada no direito à legítima defesa", afirmou a agência de notícias SPA. O Hamas deseja que os refugiados palestinos e os descendentes deles possam regressar para as terras de onde foram expulsos no final dos anos 40. Direito de regresso Um dos projetos de resolução cria um mecanismo de promoção do plano de paz que pode abrir caminho para que os países árabes sem laços com Israel inaugurem canais diplomáticos próprios, uma meta há muito almejada pelos EUA. O texto da iniciativa de paz também evita a frase "direito de regresso" para todos os palestinos, algo a que o Estado judaico opõe-se veementemente. O projeto fala apenas sobre dar uma solução justa para a questão dos refugiados.Matéria ampliada às 14h10 para acréscimo de informações

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