Árabes querem mais ONU no Iraque

O enviado especial que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mandará ao Oriente Médio para conversar sobre o Iraque provavelmente se cansará de ouvir duas palavras: Nações Unidas. Em meio aos relatos diários sobre a escalada da violência no Iraque, os árabes avisam que, se os Estados Unidos não conseguirem restabelecer a ordem em meio aos persistentes distúrbios, toda a região será afetada pela instabilidade.Ao mesmo tempo em que acreditam que os EUA não terão sucesso sozinhos, nenhum governo árabe apresenta-se como voluntário para tomar a dianteira. Em contrapartida, todos concordam que somente a ONU goza de credibilidade suficiente para convencer os iraquianos de que a ocupação não durará para sempre e, assim, acalmar a situação."A única coisa a se fazer é trazer um novo elemento a essa equação", acredita o analista político egípcio Salama Ahmed Salama. "Existe um consenso no mundo árabe de que a ONU deve desempenhar um papel mais construtivo." O presidente do Egito, Hosni Mubarak, reuniu-se no início da semana com Bush e pediu a ele que permita uma participação maior da entidade.Bush disse que enviará o subsecretário de Estado Richard Armitage ao Oriente Médio "para discutir com essas nações nosso interesse comum em um Iraque livre e independente e descobrir como elas poderiam ajudar a atingir esse objetivo".

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