Árabes querem que ONU rompa silêncio

Os países árabes e as nações não-alinhadas exigiram um fim imediato da guerra liderada pelos EUA contra o Iraque e exortaram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a romper o silêncio sobre o assunto e voltar a buscar métodos pacíficos para desarmar o governo do presidente Saddam Hussein. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, abriu o encontro emergencial de ontem manifestando pesar em relação ao fracasso dos esforços para se evitar uma guerra e pediu para que as partes envolvidas no conflito garantam a proteção de civis, respeitem os feridos de guerra e os prisioneiros. Também defendeu que não ocorram obstruções à entrega de ajuda humanitária para a população. "A inabilidade do conselho em acertar um curso coletivo para a ação representa um fardo para nós hoje", disse Annan no início de uma sessão de cinco horas na qual os membros da ONU puderam manifestar suas opiniões. Os 22 membros da Liga Árabe e o movimento dos não-alinhados, formado por 115 países, pediram um encontro ontem para denunciar a ação militar. Mas eles não introduziram uma resolução pedindo o fim da guerra e a saída das forças estrangeiras do Iraque, aparentemente, em razão da percepção de que essas propostas não seriam aprovadas. Tanto os EUA, como o Reino Unido, possivelmente, vetariam a resolução, usando o poder de membros permanentes do CS da ONU.No encontro de ontem, cerca de 80 nações assinaram pedido para se manifestarem no plenário do CS. O embaixador da Malásia na ONU, Rastam Mohamed Isa, defendeu que o CS colocasse um fim no silêncio e voltasse a discutir a oferta de alguma esperança para os países que formam a comunidade internacional. Em entrevista concedida ontem à TV Al-Jazira, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, rejeitou a mobilização dos países árabes de propor uma resolução de cessar-fogo na ONU. Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.