Árabes reagem com fúria a assassinato de iraquiano ferido

O vídeo de um fuzileiro naval dos EUA matando a tiros um iraquiano ferido e desarmado dominou as manchetes hoje no mundo árabe, deixando para segundo plano o assassinato da diretora da Care, Margaret Hassan, por seus seqüestradores iraquianos. A cena do fuzileiro matando a sangue-frio um iraquiano caído dentro de uma mesquita foi passada e repassada, debatida e retratada como "evidência" do que muitos árabes acreditam: que os EUA estão destruindo o Iraque e os iraquianos.Fotos da cena foram publicadas nas primeiras páginas de muitos jornais, e tevês árabes mostraram repetidamente as imagens feitas por um cinegrafista americano. Adnan Abdul-Rahman, um funcionário público sírio de 34 anos, vinculou as duas mortes, afirmando que o assassinato de Margaret Hassan foi "uma resposta normal aos crimes que os americanos estão cometendo no Iraque". "Violência gera violência", avaliou.Já o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, John Negroponte, lamentou o incidente, mas insistiu que o ocorrido não compromete os esforços do Exército dos EUA para remover os guerrilheiros da cidade de Faluja, que se transformou no principal baluarte de resistência à ocupação.

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