Osman Orsal / Reuters
Osman Orsal / Reuters

Arábia Saudita autoriza buscas em consulado em Istambul após desaparecimento de jornalista

Jamal Khashoggi é crítico ao governo saudita e foi ao local para resolver trâmites administrativos; autoridades turcas alegam que ele foi assassinado, mas Riad nega

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2018 | 09h21

ANCARA - A Arábia Saudita autorizou que os serviços de segurança turcos façam buscas em seu consulado em Istambul no contexto de uma investigação sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, informou nesta terça-feira, 9, o Ministério das Relações Exteriores turco.

"As autoridades sauditas disseram que estavam dispostas a cooperar e que se podia revistar o consulado", informou o porta-voz do ministério em comunicado.

Jamal Khashoggi, crítico ao governo da Arábia Saudita e colaborador do jornal The Washington Post, havia comparecido ao consulado para resolver trâmites administrativos.

Autoridades turcas afirmaram na noite de sábado que, segundo os primeiros resultados da investigação, Khashoggi havia sido assassinado dentro do consulado. Contudo, segundo a Arábia Saudita, essas acusações "não têm fundamento".

En entrevista à agência Bloomberg, o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman afirmou que Khashoggi "entrou" efetivamente no consulado, mas pouco depois saiu da sede diplomática. Salman permitiu que as autoridades turcas revistem o consulado.

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O Washington Post pediu aos Estados Unidos, no editorial de domingo, para "exigir respostas fortes e claras" da Arábia Saudita. / AFP

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