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Arábia Saudita avalia cessar-fogo no Iêmen, mas não descarta operação terrestre

Trégua duraria cinco dias para o envio de ajuda humanitária ao local, mas depende de compromisso dos rebeldes houthis 

O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2015 | 10h37

RIAD - A Arábia Saudita afirmou que todas as opções estão sendo consideradas, entre elas operações terrestres, para deter os ataques de morteiro da milícia iemenita houthi em cidades sauditas da fronteira, ao mesmo tempo em que seus jatos bombardeavam posições do grupo rebelde antes de conversações lideradas pelos EUA para uma trégua temporária.

Na segunda noite seguida de bombardeios destinados a conter os houthis, a aviação da Arábia Saudita atacou na noite de quarta-feira a região de Saada, um reduto dos rebeldes situado perto da fronteira entre a Arábia Saudita e o Iêmen, e o pequeno porto de Maidi.


"É possível repetir o mesmo número de saídas, é possível uma operação terrestre, todas as opções estão sendo consideradas para impedir essas práticas das milícias", disse o porta-voz militar, brigadeiro-general Ahmed Asseri, à emissora de TV al-Arabiya, na quarta-feira.

A coalizão árabe tem sido cautelosa quanto a entrar por terra no Iêmen, consciente das dificuldades de enfrentar um exército de guerrilha bem entrincheirado em seu próprio terreno montanhoso. Mais de 100 soldados sauditas foram mortos durante a guerra de 2009-10 na fronteira entre o reino e redutos dos houthis, quando ocorreram combates terrestres em aldeias. No atual conflito, dez guardas de fronteira e soldados do Exército saudita morreram em ataques de morteiros.

Os houthis disseram nesta quinta-feira, 7, terem bombardeado uma instalação de defesa aérea saudita ao norte de Najran, depois de lançarem morteiros e foguetes contra a cidade na terça e quarta-feira, matando oito pessoas. Outros dois sauditas foram mortos por bombas dos houthis que atingiram um vilarejo na província de Jizan.

Também nesta quinta, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, iniciou as negociações em Riad para interromper a campanha de ataques aéreos lançada em 26 de março pela coalizão liderada pelos sauditas e permitir o envio de ajuda a iemenitas desesperados por comida, água e medicamentos.

Em resposta, a Arábia Saudita anunciou que está considerando implementar um cessar-fogo de cinco dias em todo o Iêmen para permitir a entrega de ajuda humanitária.

Segundo o ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al Yobeir, que falou ao lado de Kerry, a trégua dependerá da colaboração dos houthis. Os detalhes do cessar-fogo ainda estão sendo discutidos, afirmou o saudita.

Kerry pediu aos rebeldes que se comprometam a respeitar a trégua. /AP e REUTERS

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