Arábia Saudita condena ataques terroristas de 11 de setembro

O ministro da Defesa saudita, príncipeSultan Abdelaziz, pediu hoje que a Arábia Saudita não sejaapontada como o país dos atentados de 11 de setembro. "Somos osprimeiros que combateram o terrorismo e aqueles que se diziamsauditas (os terroristas) declararam guerra ao próprio paísantes de atacarem outros países (os EUA)", disse o príncipe. Dos 19 terroristas que em 11 de setembro de 2001 seqüestraramquatro aviões comerciais e cometeram os atentados nos EUA, 15eram sauditas. "Os ataques a Nova York e Washington trouxeram dor a toda ahumanidade e os 15 sauditas prejudicaram seu país mais do quequalquer outro", disse Abdelaziz. Sobre as crescentes críticas de políticos americanos contra ogoverno de Riad, ele acrescentou que a Arábia Saudita, oprincipal aliado árabe dos EUA, cujas relações datam dos anos 40 "não esconde nenhum criminoso ou terrorista, mesmo porquenossa religião e nossos valores nos proíbem de fazer isso". "O reino está profundamente triste pelos ataques de 11 desetembro, que trouxeram muita dor. Este foi um dia terrível,pois as pessoas que morreram eram inocentes", disse oministro. A Arábia Saudita a princípio negou que entre os 19seqüestradores houvesse sauditas, mas em fevereiro o ministro doInterior, príncipe Nayef, confirmou a identidade dos terroristas mas disse que o país não era responsável por suas ações.

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