Arábia Saudita confirma 22 mortos em invasão de prédio

Forças de segurança da Arábia Saudita libertaram estrangeiros mantidos reféns durante 25 horas por terroristas em um complexo residencial na cidade de Khobar. Pelo menos 22 pessoas morreram. Cerca de 60 reféns foram libertados. O líder dos terroristas foi preso. A invasão terminou no início da manhã, quando forças da segurança saudita desceram de helicóptero no topo de um dos edifícios do complexo e dominaram os seqüestradores. Um engenheiro iraquiano com cidadania norte-americana, Abu Hashem, de 45 anos, disse ter ouvido disparos quando deixava o complexo para trabalhar. Ele voltou para casa e pegou sua mulher e os dois filhos. Ele disse que havia sangue em seu andar e que saiu para procurar um guarda. Ele se dirigiu a quatro homens vestidos com roupas militares sauditas. "Eu perguntei a eles, ´Vocês são guardas?´ Eles responderam, ´nós somos.´ Então eles disseram, ´Você é muçulmano?´ e eu respondi que sim. Eles disseram ´Nos dê uma prova,´" Abu Hashem percebeu que eles não eram guardas e mostrou-lhes documentos que provavam que ele é muçulmano. "Então eles disseram, ´você é norte-americano,´ e eu disse a eles que era um norte-americano muçulmano. Eles disseram, ´nós não matamos muçulmanos,´" e pediram desculpas por invadirem o complexo. Entre o mortos estão três filipinos, um garoto egípcio de dez anos, um funcionário norte-americano de uma empresa petrolífera, um executivo britânico e um cozinheiro italiano. Comunicados publicados em alguns sites islâmicos na internet reclamaram, em nome da Al Qaeda, a autoria do ataque. Outras 25 pessoas ficaram feridas.

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