Arábia Saudita pede intervenção dos EUA para um cessar-fogo

O rei Abdullah da Arábia Saudita pediu hoje ao presidente americano, George W. Bush, que os Estados Unidos intervenham para conseguir um cessar-fogo e o fim das hostilidades entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah."Pedimos um cessar-fogo que permita o fim das hostilidades", disse o ministro das Relações Exteriores saudita, Saud al Faisal, após se reunir com Bush na Casa Branca.Também participaram da reunião a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional saudita, Bandar bin Sultan.Al Faisal disse que entregou a Bush uma carta do rei Abdullah pedindo que o presidente dos Estados Unidos ajude a alcançar um cessar-fogo imediato no conflito do Oriente Médio.Rice, que deve viajar hoje à região, se reunirá em Jerusalém com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e na Cisjordânia com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.A primeira parada de Rice será em Roma, onde tem prevista uma reunião com representantes de governos europeus e árabes que tentam dar apoio ao Governo do Líbano.O presidente da Câmara dos Representantes americana, Dennis Hastert, disse hoje que não acredita que tenha chegado o momento da diplomacia para parar os combates, enquanto o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, John Bolton, disse que a prioridade para Washington é o desarmamento do Hezbollah.Além disso, Bolton disse não ver "quais possam ser os benefícios" de uma gestão diplomática dos EUA com a Síria, e insistiu em que este último país deve pressionar o Hezbollah a libertar dois soldados israelenses capturados no início de mês e suspender os ataques com mísseis sobre o norte de Israel.O vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad, disse hoje em Damasco que seu Governo está disposto ao diálogo com os EUA para resolver o conflito entre Israel e o Hezbollah.O Governo Bush afirma que a Síria e o Irã têm grande responsabilidade na situação atual, e que o Hezbollah atende às instruções e depende do apoio de Damasco e Teerã.Ao mesmo tempo, Washington recusa qualquer diálogo direto ou indireto com a Síria e o Irã.Edward Djerejian, ex-subsecretário de Estado para o Oriente Médio e ex-embaixador dos EUA na Síria e Israel, criticou hoje a reticência da Administração Bush em falar com a Síria dentro das gestões para colocar fim às hostilidades no sul do Líbano."Pertenço à escola da diplomacia, segundo a qual alguém negocia com seus adversários, não com seus aliados e amigos", disse Djerejian na televisão americana.

Agencia Estado,

23 de julho de 2006 | 19h51

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