Ali Jarekji/Reuters
Ali Jarekji/Reuters

Arábia Saudita proíbe festas de aniversários no país

A fatwa, espécie de decreto religioso, gerou diversos comentários nas redes sociais; segundo autoridade religiosa, celebrações podem 'levar as famílias à pobreza'

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 18h47

RIAD - O governo da Arábia Saudita proibiu todos os cidadãos de celebrarem aniversários no país, informou a imprensa local, citando fontes oficiais, nesta segunda-feira, 18.       

De acordo com a mídia, o anúncio foi feito pelo conselheiro e membro da mais alta instituição religiosa da Arábia Saudita, Abdullah Al-Mutlaq. A proibição, que visa evitar despesas desnecessárias, também é válida para festas de aniversários infantis.     

"As pessoas não têm muito dinheiro para gastar nesse tipo de coisa", disse o religioso, ressaltando que essas "coisas não trazem nenhum benefício e o Islamismo não as promove, o que pode levar as famílias à pobreza".       

A fatwa, espécie de decreto religioso, gerou diversos comentários nas redes sociais. Algumas pessoas criticaram duramente as autoridades da Arábia Saudita. A medida pareceu, para muitos, exagerada e desnecessária. No entanto, a emissão de fatwas semelhantes a essa é comum em países islâmicos.    

O islamismo é uma religião regida pelo Alcorão, livro sagrado que contém textos revelados ao profeta Maomé, e que tem Alá como Deus. A proibição saudita às festas de aniversário segue a interpretação rígida do Islã seguida pela conservadora seita Wahhabi e implementada no país. Todas as festas cristãs, e até mesmo algumas muçulmanas, são proibidas pois são consideradas costumes estrangeiros não sancionados pelos sauditas.       

Apenas as festas muçulmanas de Eid al-Fitr, que marcam o fim do Ramadã, e Eid al-Adha, que conclui a peregrinação anual à Meca, são permitidas no país. / Ansa 

 

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