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Arábia Saudita renova fatwa contra Pokémon

Conselho de estudiosos islâmico argumenta que as mutações das criaturas no jogo é uma 'blasfêmia' por promover a teoria da evolução

O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2016 | 19h41

A imprensa saudita informou nesta quarta-feira, 20, que o órgão religioso mais importante do país renovou uma fatwa de 15 anos atrás determinando que a franquia de jogos de Pokémon é anti-islâmica, ainda que o decreto não mencione especificamente o aplicativo Pokémon GO. 

O aplicativo da Nintendo, em que os jogadores caminham por bairros da vida real para caçar e capturar personagens virtuais nas telas de smartphones, tornou-se um sucesso instantâneo em todo o mundo. O secretariado-geral do conselho de estudiosos islâmico disse que retomou a fatwa, originalmente editada em 2001, atendendo a pedidos de fiéis. 

O conselho argumenta que as mutações das criaturas no jogo, que têm poderes específicos, é uma blasfêmia por promover a teoria da evolução. "É chocante que a palavra 'evolução' esteja na boca das crianças", diz o texto da fatwa. O decreto também menciona outros elementos proibidos pela lei islâmica, incluindo o politeísmo e os jogos de azar, "que Deus proibiu no Alcorão ao compará-los com o vinho e os ídolos". / AFP 

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