Arafat acusa Israel de colocar minas nas ruas

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, "está aumentando deliberadamente as agressões militares, confisca nosso dinheiro e nos impõe um bloqueio de forma cada vez mais atroz, ao ponto de colocar minas terrestres nas ruas que as crianças usam para ir à escola, como admitiram os próprios líderes de Israel". As palavras de indignação são do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e foram pronunciadas antes de ele partir do Egito para a Arábia Saudita para conversar com Hosni Mubarak. Os bombardeios israelenses continuam, "pois foram atacadas 20 delegacias em Gaza, assim como os assassinos que provocaram 18 mortos nas últimas horas", acrescentou. "Quem pode aceitar tudo isto e por que tudo ocorre pouco antes da chegada dos enviados norte-americanos à região?", questionou Arafat, referindo-se à chegada ao Oriente Médio, prevista para amanhã, do subsecretário de Estado dos EUA, William Burns, e do enviado especial norte-americano à região, o general da reserva da Marinha Anthony Zinni. Em Jerusalém, o secretário de governo de Israel, Gideon Saar, avisou que Israel não renunciará à política de "assassinatos seletivos" de palestinos suspeitos de terrorismo, apesar das críticas internacionais a respeito. De acordo com Saar, "enquanto continuar o terrorismo de origem palestina, o governo israelense continuará trabalhando ativamente para garantir a defesa de seus cidadãos.

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