Arafat diz que fará esforço unilateral de cessar-fogo

O líder palestino Yasser Arafat disse que fará um esforço unilateral de cessar-fogo com Israel e ofereceu ajuda para os EUA em sua campanha contra o terrorismo. Em novo confronto na região, dois palestinos foram mortos. Num discurso conciliatório inusitado, Arafat disse que continua comprometido a negociar um acordo de paz com Israel e que ele reconhece o direito de Israel viver em fronteiras seguras. A reação do governo israelense foi mista. O ministro de Relações Exteriores israelense, Shimon Peres, disse que recebe com satisfação o "novo tom". O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, considerou a mensagem de Arafat "seriamente", disse o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joshka Fischer, que conversou com Sharon por telefone. Contudo, o porta-voz do Ministério de Defesa israelense Yarden Vatikay foi cético, dizendo que Israel estava esperando por resultados concretos. O chefe de política exterior da União Européia, Javier Solana, disse que o "pedido de Arafat por moderação deve ser ouvido por todos". Arafat já havia declarado duas vezes esta semana sobre sua disposição em cessar o longo conflito. O anúncio de hoje, feito para 35 diplomatas estrangeiros chamados ao escritório na cidade de Gaza, foi o mais claro até agora e refletiu um aparente anseio de ser visto como apoio aos EUA. Um funcionário palestino disse, sob anonimato, que Arafat espera começar um novo capítulo com Israel e sugeriu que os eventos dramáticos da semana passada possam ter criado a oportunidade para isso acontecer se Israel fizer sua parte para reduzir a violência. Na seqüência dos ataques terroristas em Nova York e Washington, os EUA fizeram um apelo para que Israel e palestinos retomassem as negociações o mais rápido possível. O governo norte-americano está tentando formar uma coalizão internacional antiterror, que tem como um de seus alvos o terrorista Osama Bin Laden, principal suspeito dos ataques. As informações são da Dow Jones.

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