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Arafat é acusado de chefiar um governo terrorista

O comandante das Forças Armadas israelenses acusou hoje a Autoridade Palestina, de Yasser Arafat, de ter adotado o terrorismo como política, ordenando ataques contra Israel.Autoridades israelenses vinham acusando Arafat de encorajar, ou pelo menos de não parar, ataques armados, mas até agora não chegavam a acusar que a AP, estabelecida pelos acordos interinos de paz com Israel, era uma entidade terrorista.O tenente-general Shaul Mofaz, o comandante do Estado Maior, disse que apesar de não serem oficialmente parte da Autoridade Palestina, organismos como a milícia Fatah Tanzim são "braços operacionais da liderança da Autoridade e do próprio Arafat". Ele disse que altas autoridades estavam envolvidas na "promoção desenvolvimento, direção e apoio" a ataques.Milicianos da Tanzim já promoveram dezenas de ataques armados contra soldados e civis israelenses. A Fatah é a base pessoal de poder de Arafat."A implicação é que a Autoridade Palestina está sendo convertida numa entidade terrorista", disse Mofaz, lendo um texto em inglês para um grupo de líderes judeus.Mofaz não disse qual deve ser a resposta de Israel, mas o vice-ministro da Defesa Ephraim Sneh declarou à televisão israelense que os militares deveriam aumentar as atividades de suas unidades especiais, encobertas, "o que eu chamo de guerrilha contra guerrilha".O primeiro-ministro eleito Ariel Sharon tem exigido que Arafat suspenda toda violência palestina antes que possam ser retomadas as negociações de paz.Os palestinos responsabilizam Israel pela violência, destacando as restrições de viagem na Cisjordânia e Faixa de Gaza, e acusando os israelenses de reagirem com força mortal a protestos palestinos.Um assessor de Arafat disse que a luta vai continuar e que Israel deve ser responsabilizado por não buscar conversações de paz."Nosso povo não tem escolha, tem de continuar defendendo sua terra e lutando contra a ocupação israelense", afirmou Ahmed Abdel Rahman, secretário de gabinete palestino.A violência prosseguiu nos territórios palestinos. Na Faixa de Gaza, uma menina de 5 anos foi criticamente ferida por tiros israelenses. Fátima Abu Salah estava com a avó do lado de fora de uma creche quando foi atingida por disparos de militares israelenses que entraram em confronto com ativistas palestinos perto de Khan Younis. Os palestinos disseram que os choques começaram depois que o Exército demoliu um posto de polícia da Autoridade Palestina, um posto de gasolina e uma plantação de oliveiras perto de Rafah, na fronteira com o Egito. Um porta-voz do Exército israelense disse que soldados nas redondezas responderam ao fogo quando foram atacados a tiros por palestinos, mas que os soldados não tinham consciência de ter atingido alguém. Ele afirmou que o Exército ainda estava investigando a notícia.Em Tel-Aviv, a polícia desativou hoje duas bombas colocadas em locais movimentados da cidade. Segundo a rádio militar israelense, uma delas estava nas proximidades do centro comercial Dizengof e a outra na esquina de duas artérias movimentadas no centro.Em cinco meses de violência, 411 pessoas já morreram, entre elas 339 palestinos e 57 judeus israelenses.

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