Arafat é acusado por crimes contra a humanidade

O líder palestino Yasser Arafat tornou-se hoje, entre vários outros líderes mundiais, o mais recente acusado de cometer crimes contra a humanidade. Os advogados de 33 israelenses e belgas apresentaram várias acusações formais contra o chefe do governo palestino por instigação ao terror. O grupo apresentou a denúncia no mesmo tribunal que estuda várias outras - entre elas, contra o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, o presidente cubano Fidel Castro, o ex-presidente iraniano Hashemi Rafsanjani e o atual presidente de Ruanda, Paul Kagame. Todos eles foram acusados sob a legislação belga de 1993 a 1999, que autoriza a Justiça do país a julgar os crimes de guerra, seja qual for o lugar em que eles tenham sido cometidos. Segundo o advogado israelense Jacob Rubin - que, como representante de um grupo com sede em Jerusalém, a Associação de Vítimas do Terrorismo, denunciou o líder palestino "por crimes contra a humanidade e genocídio" -, há provas de que "as pessoas que realizaram os ataques estavam sob controle direto de Arafat". Um dos casos referidos por Rubin foi um atentado com explosivos contra uma discoteca em Tel Aviv em junho deste ano, que deixou 17 jovens israelenses mortos.

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