Arafat e Sharon conversam. Violência cresce

O primeiro-ministro eleito Ariel Sharon garantiu ao líder palestino Yasser Arafat, no primeiro contato telefônico entre eles, nesta sexta-feira, que está interessado em retomar as negociações de paz, desde que a violência acabe - e também convidou seu derrotado rival Ehud Barak para unir-se ao novo governo, como ministro da Defesa. Enquanto Arafat e Sharon, antigos arquiinimigos, davam os primeiros passos de aproximação, tropas israelenses e milicianos palestinos travavam tiroteios, e ativistas islâmicos queimavam bonecos de Sharon em meio a ameaças de promover novos atentados a bomba em Israel.Na Faixa de Gaza, um pastor palestino de 17 anos foi morto por disparos de um tanque israelense, informou a polícia palestina, acrescentando que não foram registrados confrontos na área. Vinte e sete palestinos e um repórter fotográfico belga foram feridos em tiroteios nas proximidades de Ramallah, Cisjordânia. Atiradores palestinos abrigados em prédios vazios disparavam contra tropas israelenses, que respondiam ao fogo.Enquanto isso, Barak informou a Arafat que a carta de concessões apresentada por seu governo havia sido retirada, noticiou a mídia israelense. Os palestinos haviam exigido que as negociações de paz fossem retomadas a partir do ponto onde haviam parado. Barak havia oferecido aos palestinos a constituição de um Estado em praticamente toda a Cisjordânia, Faixa de Gaza e partes de Jerusalém, e demonstrou disposição em desmantelar um grande número de assentamentos judaicos.Sharon disse hoje que as ofertas de Barak "trariam dificuldades para todos os futuros governos israelenses". No primeiro encontro entre eles depois da eleição, hoje, Sharon ofereceu a Barak o cargo de ministro da Defesa. Barak não teria descartado a idéia. O Partido Trabalhista, de Barak, está considerando um convite de Sharon para participar do governo.

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