Arafat e Shimon Peres apóiam acordo de paz informal

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, e o líder da oposição israelense Shimon Peres ofereceram nesta terça-feira respaldo a um tratado de paz simbólico, redigido por ex-funcionários israelenses e palestinos e por experientes negociadores. Apesar disso, a oposição ao documento informal cresce entre grupos de refugiados palestinos e de funcionários do governo de Israel.Arafat não comentou os detalhes do acordo, que concederia aos palestinos um Estado soberano e independente em praticamente toda a Cisjordânia e na Faixa de Gaza, além de dividir Jerusalém entre as partes atualmente em conflito Apesar disso, a maioria dos refugiados palestinos não poderia retornar às terras de onde fugiu ou foi expulsa em 1948, e nas quais hoje se situa Israel."Nossa política é a de não sepultar nenhuma tentativa de se alcançar a paz dos valentes", declarou Arafat, lembrando que o documento carece de aceitação oficial. Peres, que foi um importante fator em negociações de paz oficiais, disse que o documento, cuja íntegra ainda não foi divulgada ao público, possui elementos que permitiriam a retomada do diálogo entre as partes.Os negociadores pretendem firmar o "Acordo de Genebra" na cidade suíça em 4 de novembro, oitavo aniversário do assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin por um extremista judeu contrário à paz com os palestinos.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2003 | 14h15

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