Arafat foi envenenado, confirma laudo

Os cientistas suíços responsáveis pela exumação dos restos mortais do histórico líder palestino Yasser Arafat encontraram evidências de envenenamento, informa a emissora pan-árabe de televisão Al Jazeera.

Agência Estado

06 de novembro de 2013 | 16h36

A Al Jazeera publicou em sua página na internet uma cópia do laudo dos peritos suíços. No documento, os peritos informam que o nível de Polonio 210 presente nos restos mortais de Arafat são 18 vezes superiores ao normal e afirmam com "83% de confiança" que o histórico líder palestino foi envenenado com essa substância.

"Os resultados dão suporte moderado à tese de que a morte ocorreu em consequência de envenenamento por Polonio 210", diz um trecho do documento publicado pela emissora.

"Yasser Arafat foi envenenado com Polonio 210", disse Dave Barclay, médico-forense britânico, em entrevista à Al Jazeera. "Nós encontramos a arma que causou a morte dele. O que não sabemos é quem segurava a arma no momento da morte."

Arafat morreu em um hospital francês em novembro de 2004. A causa da morte não foi revelada na ocasião, mas muitos palestinos suspeitam que Israel teria envenenado Arafat. O governo israelense nega a acusação.

No ano passado, um laboratório suíço encontrou vestígios de Polonio 210, um isótopo altamente radioativo, em roupas usadas por Arafat. Logo depois, novas amostras foram obtidas durante uma exumação do corpo do líder palestino morto há quase uma década.

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