Arafat ordena fim de ataques

Dois helicópteros israelenses dispararam mísseis contra uma granja nesta terça-feira, matando quatro pessoas, inclusive dois ativistas do grupo militantes Hamas, no mais recente episódio de uma onda de violência que enterrou uma trégua patrocinada pelos Estados Unidos. Mais cedo, a Jihad Islâmica, outro grupo militante que ontem enviou um militante suicida a Israel e este matou dois soldados, desafiou uma ordem do líder palestino Yasser Arafat para que não sejam perpetrados mais ataques dentro de Israel.Os helicópteros atacaram uma construção na granja na cidade cisjordaniana de Belém, destruindo-a e matando as quatro pessoas que se encontravam em seu interior. Fontes dos serviços palestinos de segurança disseram que duas vítimas - Omar Saadeh e Taha Aruj - eram importantes ativistas do Hamas presentes em listas de procurados por Israel. De acordo com o Exército israelense, o ataque tinha como objetivo o chefe do braço militar do Hamas em Belém. Esta era a posição de Omar Saadeh.Autoridades israelenses disseram ter enviado aos palestinos listas com os nomes de militantes que deveriam ser detidos. Caso contrário, Israel agiria contra eles, disseram as fontes. Chefes da segurança palestina garantem que não receberam nenhuma lista.Fontes militares disseram que o Hamas planejava um ataque durante a cerimônia de encerramento das Macabíadas, evento esportivo no estilo dos Jogos Olímpicos que envolve apenas atletas judeus e cuja abertura, ontem, em Jerusalém, foi marcada por um forte esquema de segurança. A competição terá oito dias de duração e será disputada em estádios de todo o país. Jibril Rajoub, chefe da segurança palestina, denunciou o ataque israelense como "um massacre de civis palestinos".Ainda nesta terça-feira, manifestantes palestinos entraram em choque com policiais israelenses em frente à Casa do Oriente, principal órgão palestino em Jerusalém Oriental, onde cerca de 30 pessoas tentaram iniciar uma procissão em memória de Faisal Husseini.Abdel Kader Husseini liderou a procissão em memória de seu pai, principal autoridade palestina em Jerusalém. Ele morreu em 31 de maio, vítima de um ataque cardíaco. Pouco antes do início da procissão, autoridades israelenses apresentaram uma ordem de proibição a qualquer manifestação em memória de Husseini nesta terça-feira. "Podemos ver que existe uma coisa chamada ´medidas de segurança israelenses´ que pode proibir qualquer evento pacífico", lamentou Abdel Kader Husseini.Já o prefeito de Jerusalém, Ehud Olmert, defendeu a ordem. De acordo com ele, a procissão não seria um memorial, mas "uma manifestação política de provocação". Após um atentado suicida perpetrado ontem em Israel, Arafat emitiu uma ordem contra os ataques de militantes dentro do território israelense. A decisão foi anunciada em uma reunião no fim da noite de ontem, da qual também participaram líderes dos movimentos Hamas e Jihad Islâmica, disseram fontes sob condição de anonimato.

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