Arafat pede ao G-8 que pressione Israel

Um dia depois de uma explosão terlevado pelos ares um diretório da Fatah, o partido político deYasser Arafat, o líder palestino alertou neste sábado parao aumento da violência e apelou aos líderes das principaispotências industriais que ajudem a reduzir a violência noOriente Médio.Em Hebron, cerca de 5.000 pessoas participaram dos funerais deum ativista da Tanzim, braço militar da Fatah, morto na explosãoocorrida na noite de ontem. Militantes disparavam para o alto epediam vingança enquanto o corpo de Rajai Abu Rajab eracarregado pelas ruas. Seguidores da Fatah disseram que a explosão foi um assassinatoperpetrado po Israel com seus mísseis. Os israelenses insistemque Rajab morreu em um "acidente de trabalho", vítima de umasuposta bomba palestina que teria sido detonada prematuramente. Ainda neste sábado, dois ativistas da Frente Popular daLibertação da Palestina procurados por Israel ficaram feridos emuma pequena explosão ocorrida em um apartamento em Nablus,disseram testemunhas. Oficiais dos serviços palestinos de segurança não comentaram acausa da explosão, mas funcionários do governo local disseramque tudo foi causado por um vazamento de gás. Arafat, que hoje reuniu-se com o enviado especial russo AndreiVdovin em Gaza, não comentou diretamente a explosão do diretórioda Fatah em Hebron, mas disse que esta é apenas uma das cidadesonde a violência está se elevando a níveis alarmantes. "Faz parte de uma tentativa israelense de piorar a situação,pois eles acreditam que a escalada fará bem a eles frente aoG-8", disse Arafat em referência ao Grupo dos Oito na Itália,onde os líderes dos países mais industrializados do mundo mais aRússia estão reunidos. "É importante apelar ao G-8 para que tome decisões queobriguem o fim da agressão israelense", disse Arafat. Em Málaga, na Espanha, a polícia local deteve onorte-americano Richard Kelly Smith, de 71 anos. Ele estavaforagido da justiça dos Estados Unidos havia 16 anos. Smith éacusado de vender mecanismos de armamentos nucleares ao Estadojudeu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.