Arafat pode ir, mas pode não voltar, diz Sharon

Apesar da pressão dos EUA para permitir que Yasser Arafat participe de uma cúpula árabe em Beirute, o primeiro-ministro Ariel Sharon afirmou hoje que Israel se reserva o direito de impedir seu retorno caso haja ataques terroristas enquanto ele esteja no exterior.Assim, Sharon estabeleceu uma condição que dificilmente o líder palestino aceitará para viajar. Para Sharon, seu país reserva-se o direito de impedir que Arafat volte do encontro de Beirute, caso permita que ele vá. Sharon quer o endosso dos EUA para essa posição, de acordo com a Associated Press. "Se os EUA disseram que Israel pode se recusar a permitir o retorno dele (Arafat) caso haja ataques terroristas, será mais fácil para mim permitir que ele vá", disse Sharon em entrevista à TV israelense. Pouco antes, a BBC britânica havia atribuído a Sharon a declaração de que as condições não estavam "maduras" para que Israel permitisse a ida de Arafat a Beirute. Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou comunicado afirmando que o país apóia a presença de Arafat na cúpula árabe, porque isso "ajudaria a criar uma atmosfera favorável à estabilização da situação na região". A cúpula árabe começa amanhã. No Cairo, a TV estatal do Egito informou que o presidente do país, Hosni Mubarak, não vai participar do encontro, devendo ser representado pelo ministro da Informação do país, Safwat el-Sherif. Nenhuma explicação foi dada para a não-participação de Mubarak. Em Madri, o governo da Espanha confirmou que o primeiro-ministro José Maria Aznar vai participar da cerimônia de abertura da cúpula árabe, na condição de presidente da União Européia. Segundo uma porta-voz do governo espanhol, Aznar pretende reunir-se em Beirute com diversos líderes árabes, inclusive com Arafat, caso o líder palestino consiga comparecer.

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