Arafat reafirma sua condenação a atentados

O líder palestino, asser Arafat, reafirmou hoje sua condenação aos atentados de 11 desetembro nos EUA. Em um comunicado publicado pela imprensa palestina, Arafat reiterou sua "total condenação aos atentados" de um ano atrás e expressou solidariedade para com o povo americano e o presidente George W. Bush. Arafat disse que "os palestinos estão dispostos a cooperar no combate ao terrrorismo sob a orientação da ONU". Além disso, pediu a Bush que "ajude os palestinos a alcançar a paz, a dignidade e a independência". Já para o porta-voz do movimento fundamentalista Hamas, Abdelaziz Rantisi, os atentados de 11 de setembro são "resultado da política dos EUA" em todo o mundo. Rantisi disse que os ataques suicidas do Hamas têm o apoio da maioria dos palestinos. A estratégia do Hamas, denominada pelo médico membro do movimento de "operações de martírio", representa, em sua opinião, "a única e simples arma contra a qual Israel é incapaz de usar seus caças F-16 e seus tanques". Rantisi negou que a ala militar do Hamas tenha sido "dizimada"- como assegurou o serviço de inteligência israelense - e acrescentou: "Ninguém consegue debilitar nossa ala militar. Os israelenses podem atacar seus dirigente mais conhecidos, mas fracassarão em relação aos que se encontram na cladestinidade". Referindo-se ainda ao aniversário dos atentados em Nova York e Washington, Rantisi disse que o "Ocidente deve saber que o principal inimigo dos EUA é sua política de opressão, agressão e humilhação, da qual o 11 de setembro é o resultado".Para o porta-voz, "os EUA estão atuando contra o Islã. Primeiro atacaram o Afeganistão, agora ameaçam o Iraque, e em seguida sabe-se lá o que tentarão. Mas no final não se beneficiarão, porque os povos árabes e islâmicos despertarão e tratarão de mudar o mapa político de nossa região - e creio que isto não representará vantagem para os EUA".

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