Arcebispo não consegue encontrar-se com esposa

A mulher sul-coreana de um arcebispo católico rejeitou mais uma vez as condições apresentadas pelo Vaticano para encontrar-se com o marido. Um porta-voz dela disse que as negociações com a Igreja Católica prosseguirão, mas que o casal não se encontrará hoje. Já o Vaticano disse que o arcebispo africano Emmanuel Milingo está tentando entrar em contato com sua mulher, Maria Sung, mas que até agora as tentativas foram infrutíferas porque a mulher "está praticamente isolada pelos homens da seita" Moon.A Santa Sé "não é protagonista de nenhuma negociação porque se trata de um caso humano entre duas pessoas", explicaram as fontes citadas pela agência Ansa, referindo-se ao anunciado encontro entre Milingo, de 71 anos, e Sung, de 43. O arcebispo deixou a acupunturista no início deste mês e retornou à Igreja Católica, após o Vaticano ameaçá-lo com a excomunhão. Sung entrou em greve de fome há quase duas semanas, exigindo um encontro privado com seu marido, que foi arcebispo de Lusaka, em Zâmbia. Apesar do desgaste, ela conseguiu manter-se de pé por quase dez minutos enquanto rezava ao meio-dia, na Praça de São Pedro, em sua segunda vigília de oração de hoje. Ela permaneceu de olhos fechados, parecendo imperturbável diante do clamor da imprensa e dos turistas que a rodeavam, e deixou a praça sem fazer qualquer pronunciamento. Sung e Milingo se casaram em maio, numa cerimônia coletiva oficiada pelo reverendo Sun Myung Moon, chefe da Federação das Famílias para a Paz Mundial e do Movimento de Unificação. O reverendo Phillip Schanker, membro da seita Moon e porta-voz de Sung, disse que não há condições para que o encontro aconteça hoje, como era esperado, mas disse que as negociações prosseguirão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.