Arcebispo polonês acusado de abuso sexual renuncia

O arcebispo católico de Poznan, Juliuz Paetz, compatriota do papa João Paulo II, anunciou sua renúncia logo após o Vaticano iniciar uma investigação sobre acusações que lhe foram feitas, de abusar sexualmente de clérigos jovens. Paetz, de 67 anos, velho conhecido do atual pontífice, negou a acusação que comoveu a Igreja da Polônia, um país predominantemente católico. O arcebispo voltou a insistir hoje em sua inocência. O incidente na Igreja polonesa entristeceu profundamente João Paulo II. Paetz estava no Vaticano quando João Paulo foi eleito, em 1978, e tinha vínculos com as altas esferas da Igreja desde o papa de Paulo VI. João Paulo II nomeou seu compatriota como bispo em 1982, e o enviou à Polônia. Na catedral de Poznan, Paetz disse que "tendo em mente a bem-amada Igreja de Poznan, apresentei ao Santo Padre uma solicitação para que me exonere de meus deveres e o Santo Padre aceitou meu pedido?. O religioso disse ter sido vítima de má interpretação de sua "bondade e espontaneidade". A Igreja polonesa disse em fins de fevereiro que o Vaticano estava investigando as acusações que apareceram no jornal Rzeczpospolita, que citou sacerdotes não identificados que haviam dito que o arcebispo era acusado de abuso sexual por numerosos sacerdotes e clérigos.Em 17 de março, o arcebispo ordenou que uma carta fosse lida nas igrejas da arquidiocese em que a acusação contra ele era negada; nela ele se queixava de que "os meios de comunicação de massa já me julgaram e sentenciaram".

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