Argélia prende cinco sequestradores de refinaria

Aos menos outros três militantes envolvidos no cerco estão foragidos; número de estrangeiros mortos deve aumentar.

BBC Brasil, BBC

20 de janeiro de 2013 | 17h21

Autoridades da Argélia afirmaram neste domingo que o Exército prendeu cinco militantes islâmicos que participaram do sequestro em uma refinaria de gás, no qual ao menos 23 reféns foram mortos.

Pelo menos outros três sequestradores estão foragidos.

O cerco à instalação - localizada no sul do país, em pleno deserto do Saara - durou quatro dias e acabou neste sábado, após um ataque das forças argelinas.

Segundo o governo, o número de reféns mortos pode aumentar. Entre os desaparecidos, estão funcionários britânicos, americanos, noruegueses e japoneses.

A imprensa do país afirma que 25 corpos foram encontrados na refinaria, mas ainda não foram identificados. Militares estão vasculhando o complexo, em busca de mais vítimas e ou de explosivos ainda não detonados.

De acordo com o ministro das Comunicações argelino, Mohammed Said, os militantes responsáveis pelo sequestro são de seis nacionalidades diferentes.

O governo da Argélia afirma que os soldados mataram 32 extremistas e as autoridades informaram que o Exército lançou o ataque final depois que os militantes islâmicos começaram a matar os reféns estrangeiros.

Retaliação

Na manhã deste domingo, o militante islâmico considerado o maior suspeito de ordenar o ataque contra a refinaria, Mokhtar Belmokhtar, teria confirmado que é o responsável pelo sequestro dos funcionários argelinos e estrangeiros.

Belmokhtar fez a declaração em uma mensagem de vídeo enviada por um site de notícias da Mauritânia, o Sahara Media.

No vídeo, o militante exige o fim da ação militar francesa no Mali e confirma sua ligação com a Al-Qaeda.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou neste domingo que três britânicos foram mortos durante o sequestro. Outros três continuam desaparecidos.

Segundo o ministro do Exterior da Grã-Bretanha, William Hague, as autoridades do país estão 'trabalhando duro" para localizar os desaparecidos.

Tanto Cameron como presidente americano, Barack Obama, culparam "terroristas" pela morte dos reféns.

"Este ataque é outro lembrete da ameaça da Al-Qaeda e outros grupos extremistas violentos no norte da África", disse Obama no sábado.

"Vamos continuar trabalhando com todos nossos parceiros para combater a calamidade do terrorismo na região."

A agência de notícias estatal APS afirmou, citando o Ministério do Interior da Argélia, que 685 funcionários argelinos foram libertados. Dos 132 trabalhadores estrangeiros do complexo, 107 teriam sido resgatados.

O campo de gás de Tigatourine, no leste do país, é operado pela britânica BP, pela norueguesa Statoil e pela petroleira estatal argelina. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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