Argélia rejeita entrada de ministros e dirigentes do regime de Kadafi

Todos que tenham ocupado postos de responsabilidade na Líbia terão acesso proibido ao país

Efe,

06 Setembro 2011 | 05h57

ARGEL - As autoridades argelinas expulsaram ou rejeitaram a entrada em seu território de vários ministros líbios e de outros antigos responsáveis do regime de Muammar Kadafi, revelou nesta terça-feira, 6, o diário local Echourouk.

 

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O último caso deste tipo aconteceu na segunda-feira, 5, quando as autoridades argelinas negaram a entrada no país a uma alta responsável líbia e à ministra da Educação, que se dispunha a atravessar a fronteira com a Argélia na passagem de Debdeb.

 

 

Há alguns dias, o governo argelino decidiu expulsar um ex-ministro de Juventude e Esportes líbio, identificado como Fatah Mohammed Senusi, e um de seus filhos, assim como ocorreu com o antigo diretor da rádio estatal líbia.

 

Todos eles tinham entrado na Argélia no princípio do mês do Ramadã, que coincidiu com o começo de agosto passado.

 

Estas decisões seguem as recentes instruções dadas pelo presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, a todas as administrações civis e militares sobre a amparada de cidadãos líbios, segundo o diário.

 

A mais importante delas estipula que toda pessoa que tenha ocupado postos de responsabilidade na Líbia ou qualquer outra considerada próxima ao regime tem acesso proibido à Argélia.

 

Na semana passada, as autoridades argelinas rejeitaram a entrada de 30 oficiais das forças fiéis a Kadafi, assim como a de membros de sua família que solicitaram o status de refugiados na fronteira entre as duas nações.

 

Em 29 de julho, o governo argelino anunciou que tinha acolhido Safia, esposa de Kadafi, e três de seus filhos - Aisha, Hannibal e Mohamed - por "razões humanitárias"

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