Argélia teria negado entrada de Kadafi no país, diz jornal

Ditador líbio tentou falar com autoridades argelinas para atravessar fronteira

estadão.com.br

31 de agosto de 2011 | 22h56

ARGEL - O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, teria tentado negociar com as autoridades da Argélia sua entrada no país africano a partir da pequena cidade de Ghadames, localizada na fronteira entre os dois territórios e onde estaria parte de sua família, indicou nesta quarta-feira, 31, o jornal El Watan em seu site, segundo informações da agência AFP.

 

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O coronel e alguns de seus filhos desapareceram desde que os rebeldes que lutam pelo fim do regime tomaram a capital Trípoli, onde ficava o quartel-general de Kadafi. A tomada da cidade ocorreu há pouco mais de uma semana.

 

Citando fontes próximas da presidência argelina, o jornal publicou que Kadafi teria "tentado falar com o presidente Abdelaziz Bouteflika, que se recusou a atendê-lo". "Não é a primeira vez que Kadafi e emissários do líder líbio tentam entrar em contato com o presidente da Argélia", asseguraram as mesmas fontes.

 

Argel autorizou a entrada de dois filhos, uma filha e da esposa de Kadafi em seu território no início da semana. Apesar de criticado pelos rebeldes, o governo argelino defendeu a decisão, mas disse que entregaria o ditador ao Tribunal Penal Internacional se ele entrasse no país.

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