Argelino condenado por tentar divulgar decretos da Al-Qaeda

A Justiça espanhola condenou nesta segunda-feira o argelino Ahmed Brahim a dez anos de prisão por tentar criar um site para divulgar "fatwas" (decretos islâmicos) da Al-Qaeda e recrutar terroristas islâmicos. Em sua sentença, a Audiência Nacional espanhola - tribunal que julga crimes de terrorismo - considera Brahim culpado por integrar organização terrorista. Segundo o tribunal, Brahim foi detido em 13 de abril de 2002 quando tentava criar um site para divulgar na internet os conteúdos do Islã mais radical e extremista, que propõe a jihad em sua acepção de guerra contra todos os que não compartilham suas crenças. A Al-Qaeda, indica a resolução, baseia suas ações nas "fatwas", emitidas por "sheiks" ou sábios muçulmanos que apóiam religiosamente suas ações e oferecem implicitamente um passaporte para o paraíso dos mártires a qualquer muçulmano que aniquile os identificados nesses decretos como inimigos do Islã. O tribunal afirma que Brahim, seguindo a estratégia marcada pela organização terrorista Al-Qaeda, decidiu em 1998 desenvolver um projeto de divulgação da ideologia radical e fundamentalista do extremismo islâmico, incluindo as citadas ´fatwas´ e o recrutamento muçulmanos de todo o mundo. Após a detenção de Brahim, foram encontrados em sua casa doze computadores que formavam uma rede de informática completa para elaborar um site de "divulgação da ideologia terrorista", projeto abortado pela atuação policial. O objetivo do plano, como mostraram os dados dos computadores, era a elaboração de um site que permitisse a qualquer muçulmano ter acesso aos "sheiks" mais radicais que defendiam a jihad (guerra santa) e a divulgação da ideologia terrorista da Al-Qaeda. Segundo o tribunal, as condutas que mostram a integração de Brahim em organização terrorista são suas reuniões em Mallorca com altos membros da Al-Qaeda e de sua órbita de influência, suas relações pessoais e telefônicas com extremistas islâmicos e a propagação da jihad com a finalidade de criar uma verdadeira situação de terror coletivo.

Agencia Estado,

03 Abril 2006 | 19h09

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