Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Argentina adia eleições primárias e gerais devido a aumento de casos de covid-19

Acordo entre governo e partidos de oposição atrasa cronograma em cinco semanas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2021 | 22h37

BUENOS AIRES - Governo argentino e oposição chegaram a um acordo nesta sexta-feira, 7, para adiar as eleições primárias e gerais que ocorreriam em agosto e outubro, respectivamente, na tentativa de conter a disseminação de covid-19 no país, disse o Ministério do Interior em comunicado.

As eleições primárias, que deveriam ser realizadas em 8 de agosto, serão adiadas até 12 de setembro, enquanto as eleições gerais, marcadas para 24 de outubro, ocorrerão em 14 de novembro.

"Conseguimos chegar a um acordo com os diferentes blocos (legislativos) para adiar as eleições deste ano, colocando a saúde e a vida das pessoas em primeiro lugar", disse o ministro do Interior, Enrique de Pedro, no comunicado.  

No dia 16 de março, a Câmara Nacional Eleitoral da Argentina aprovou a realização das eleições primárias no dia 8 de agosto. Mas o governo negocia há meses com as forças da oposição o adiamento, diante da chegada da segunda onda de infecções, da morosidade do programa de vacinação e de um contexto econômico adverso.

Após o acordo, o deputado e presidente do interbloco Juntos pela Mudança, Mario Negri, disse que o objetivo é esperar até que mais pessoas sejam vacinadas. 

Nessas eleições, 127 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e 24 das 72 cadeiras do Senado serão renovadas. A coalizão de centro-esquerda Frente de Todos tenta defender sua maioria no Senado e forte posição na Câmara, onde é o maior bloco. Analistas acreditam que o governo deve perder assentos nas eleições.

A Argentina, com uma população de cerca de 45 milhões de pessoas, registrou até o momento 3,1 milhões de casos e 66.872 mortes. /REUTERS e EFE

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