Argentina adota medidas preventivas contra gripe suína

A gripe suína do México, que já registra 110 casos de mortes por suspeita da doença, provoca grande temor na Argentina e o governo toma medidas para tentar evitar a chegada da doença ao país. A vigilância sanitária nos aeroportos internacionais foi reforçada e os controles nas fronteiras também, segundo o Ministério de Saúde. Os hospitais receberam mensagem de alerta das autoridades sanitárias, que consideram inevitável o surgimento de algum caso. A ministra da Saúde, Graciela Ocaña, presidiu ontem reunião de emergência de um comitê executivo que cuidará do monitoramento preventivo da gripe suína.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

27 de abril de 2009 | 12h33

O comitê, que é o mesmo formado para enfrentar a crise aviária, em 2007, deu ordens para reforçar as unidades sanitárias de fronteira especialmente nos aeroportos. Paralelamente, o Ministério de Saúde trava uma luta contra a pior epidemia de dengue da história do país, com cerca de 30 mil casos em todo o território argentino, segundo organizações não-governamentais (ONGs). O governo só confirma 10 mil casos. O secretário de Políticas, Regulação e Institutos, Carlos Soratti, disse que "foram distribuídos materiais contendo instruções sobre o sistema de vigilância e cuidados que o turista que entra ou sai do país deve ter".

Também foi habilitada uma linha gratuita de telefone para responder às consultas sobre o assunto. "É preciso reforçar a mensagem às pessoas que viajaram, nos últimos dias, aos países de risco, para que, diante o surgimento de qualquer sintoma de gripe, chame esse número e vá a um centro de saúde", recomendou Soratti. "Por enquanto, estamos trabalhando com medidas de prevenção porque nenhum caso foi informado", afirmou. Os centros de saúde e hospitais receberam a ordem de informar o Ministério de Saúde sobre qualquer caso suspeito ou "consulta realizada por pessoas que estiveram na cidade do México, San Luis Porosí, Oaxaca e Baixa Califórnia Norte".

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