Esteban Collazo/Argentinian Presidency/AFP
Esteban Collazo/Argentinian Presidency/AFP

Argentina amplia toque de recolher e volta a fechar escolas em Buenos Aires

Presidente Alberto Fernández anuncia medidas em mensagem gravada e argentinos em Buenos Aires reagem com panelaços

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2021 | 22h47

BUENOS AIRES - O governo argentino anunciou nesta quarta-feira, 14, a extensão do toque de recolher na Área Metropolitana de Buenos Aires, formada pela capital e cidades vizinhas, e que a circulação ficará proibida entre as 20h e 6h a partir de sexta-feira devido ao aumento nos casos de covid-19. Entre outras medidas, a partir da próxima segunda-feira até 30 de abril, três níveis de ensino voltarão às aulas virtuais. 

"O avanço da pandemia está exigindo cada vez mais de nós", disse o presidente, Alberto Fernández, em mensagem gravada. A região metropolitana é a área mais crítica em termos de contágio de coronavírus, e Fernández pediu às autoridades de cada localidade "para fiscalizar e fazer cumprir" a medida. 

Ele disse que pretende garantir duas coisas: “Não parar o processo de vacinação e que o sistema de saúde não fique saturado”. Fernández acrescentou que mais vacinas chegarão à Argentina no domingo, em um momento em que as doses disponíveis no país estão se esgotando.

Toda atividade comercial na região da capital deve ocorrer entre 9h e 19h, horário em que os estabelecimentos devem ser fechados ao público - restaurantes e bares só poderão fazer entregas. Da mesma forma, atividades recreativas, sociais, culturais, esportivas e religiosas realizadas em ambientes fechados serão suspensas. 

Essas medidas vão substituir as que foram implementadas na sexta-feira passada determinando a proibição da circulação da meia-noite às 6h, bem como o fechamento de estabelecimentos às 23h. "O que tentamos na semana passada foi pouco, à luz de muitas coisas que vimos acontecer ao longo deste fim de semana", disse Fernández.

Pouco depois de terminar a mensagem, em vários bairros de Buenos Aires houve panelaços de protesto contra o presidente argentino./EFE e AFP 

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