Franck Robichon/EFE
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Argentina apresenta em Tóquio plano de infraestrutura 'mais ambicioso de sua história'

Presidente Mauricio Macri e ministro de Finanças Luis Caputo falaram sobre oportunidades de investimento no país, em especial nos setores de infraestrutura e de energia

O Estado de S.Paulo

19 Maio 2017 | 02h20

TÓQUIO - O ministro de Finanças da Argentina, Luis Caputo, falou nesta sexta-feira, 19, em Tóquio sobre as boas perspectivas de crescimento do país sul-americano e seu "ambicioso" potencial de investimento em projetos de infraestrutura e energéticos.  

Argentina tem "o plano de infraestrutura mais ambicioso de sua história", com oportunidades de investimento de 90 bilhões de dólares e 130 bilhões no setor de energia e mineração, disse Caputo em um fórum econômico com 400 representantes do mundo empresarial. 

O país busca "duplicar os quilômetros de estradas, aumentar os voos internos, os aeroportos e os trens". É uma tentativa de deixar para trás a herança dos governos anteriores ao do presidente Maurício Macri, explicou. 

Argentina era "um país absolutamente desinvestido em matéria de infraestrutura e o congelamento das tarifas públicas não gerava nenhum incentivo ao investimento", algo que a atual administração busca conseguir potenciando as licitações.

Caputo está em viagem acompanhando o presidente Mauricio Macri em sua visita de trabalho de dois dias ao pais nipônico. Também foi falado sobre o incentivo a pequenas e medias empresas e de facilitação de acesso ao crédito.

Caputo assegurou que a Argentina já nota que "o mercado confia" nas medidas que estão sendo adotadas para aumentar o crescimento econômico do país - estimado em 3% para 2017 - e seus esforços para colocar a inflação entre e 17% este ano. 

"No século passado, Argentina soube ser ser a sétima economia mais importante do mundo. Queremos recuperar esse lugar de privilégio entro das economias mundiais", declarou.

Mauricio Macri e parte de seu gabinete iniciaram na sexta passada, 12, viagem à Ásia para captar investimentos na China e no Japão para revitalizar uma economia que continua estagnada após recuar 2,3% em 2016. / EFE e AFP

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