Agustin Marcarian/REUTERS
Agustin Marcarian/REUTERS

Argentina barra entrada de turistas até 8 de janeiro, inclusive de brasileiros

Medida tenta evitar o aumento de casos de covid-19; argentinos e residentes que voltarem ao país precisam apresentar teste negativo do tipo PCR e cumprir quarentena de sete dias

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2020 | 09h56

BUENOS AIRES - A Argentina proibiu a entrada de turistas brasileiros no país até o dia 8 de janeiro. A medida foi tomada para evitar o aumento do número de casos da covid-19 e também é válida para outros países limítrofes: Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai. O prazo poderá ser revisto.

Durante este período, somente podem entrar no país argentinos e residentes, bem como estrangeiros, desde que previamente autorizados pela Direção Nacional de Migração. Essas pessoas, ao regressarem, precisam apresentar teste negativo para covid-19 do tipo PCR, realizado 72 horas antes do voo, e cumprir quarentena de sete dias. Os estrangeiros permitidos também devem apresentar um seguro de assistência médica internacional.

Preocupado com a nova variante do coronavírus, o governo argentino já havia restringido a chegada e saída de voos do Reino Unido. Agora, suspendeu viagens de ida e volta para Itália, Dinamarca, Holanda e Austrália.

A Argentina havia voltado a permitir a entrada de estrangeiros de países vizinhos no fim de outubro, como um teste para receber turistas internacionais novamente. Os visitantes só poderiam circular pela região de Buenos Aires. Com o decreto do governo, o teste está suspenso.

A Argentina está entre os países mais afetados pela doença. Com 44 milhões de habitantes, registra mais 42,4 mil mortes e mais de 1,5 milhão de casos de covid-19.

O país recebeu na quinta-feira, 24, o primeiro lote de 300 mil doses da vacina contra a covid-19 Sputnik V, elaborada pelo Centro de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, na Rússia. Com o recebimento do imunizante, o governo argentino deve iniciar em breve seu plano de vacinação. O acordo assinado prevê o fornecimento de 25 milhões de doses.

O país também está negociando a aquisição da vacina do laboratório da Pfizer e aguarda a da AztraZeneca. Além disso, integra o grupo Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS)./ AFP

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