David Fernández/EFE
David Fernández/EFE

Argentina começa a julgar repressores dos protestos de 2001

Estão no banco dos réus 17 acusados pela repressão contra manifestantes durante os protestos que derrubaram o presidente Fernando De la Rúa, em 2001

Marina Guimarães, Correspondente / Buenos Aires,

24 de fevereiro de 2014 | 21h26

BUENOS AIRES - Começou, nesta segunda-feira, 24, na Argentina, o julgamento dos 17 acusados pela repressão policial contra manifestantes durante os protestos que derrubaram o governo do então presidente Fernando De la Rúa, nos dias 19 e 20 de dezembro de 2001. Cinco pessoas morreram e 117 ficaram feridas durante as manifestações que eternizaram os gritos de "que saiam todos".

No banco dos réus se encontram o ex-secretário de Segurança, Enrique Mathov e o ex-chefe da Polícia Federal, Rubén Santos, acusados por homicídios, tentativas de homicídios e lesões corporais. Nesta mesma causa, o ex-presidente Fernando De la Rúa também era acusado, mas foi absolvido pela justiça.

O Tribunal Oral da Vara Criminal Federal número 6 vai ouvir 500 testemunhas no caso, cujo julgamento deve durar cerca de um ano, conforme estimativas das autoridades judiciais.

Os protestos

As manifestações começaram na noite de 19 de dezembro de 2001, com um panelaço logo após uma mensagem em cadeia nacional de rádio e TV feito De la Rúa, decretando Estado de Sítio. Nos dias anteriores, Buenos Aires foi tomada por milhares de panelaços e piquetes da população prejudicada pelos congelamentos das contas correntes e poupanças pelo "corralito", medida decidida pelo ex-ministro de Economia, Domingo Cavallo.

Após a renúncia de todo o governo, a argentina teve cinco presidentes interinos e a moratória de uma dívida de mais de US$ 100 bilhões.  

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