Argentina condena militar da ditadura a prisão perpétua

A Justiça argentina condenou hoje à prisão perpétua os responsáveis pelo "Massacre de Fátima", denominação da maior matança da última ditadura militar argentina. Receberam a condenação o ex-diretor de Inteligência da Superintendência da Polícia Federal, delegado-geral Juan Carlos Lapuyole (um dos torturadores ligados ao Ministro do Interior da época, o general Albano Harguindeguy) e o delegado Carlos Enrique Gallone. O terceiro réu, o delegado Miguel Timarchi, foi absolvido. O massacre consistiu na explosão com dinamite que matou 30 civis na madrugada do dia 20 de agosto de 1976 em um descampado em Fátima, distrito do município de Pilar, na Grande Buenos Aires.Os prisioneiros, 20 homens e 10 mulheres, foram levados de suas celas, na sede da Polícia Federal em Buenos Aires, até o descampado com os olhos cobertos por fita adesiva. Com as mãos amarradas nas costas foram colocados em cima de uma carga de dinamite e explodidos. O impacto provocou uma cratera de um metro de profundidade. Os restos mortais de apenas 16 pessoas puderam ser identificados.

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