Argentina decreta estado de emergência alimentar

O governo argentino decretou nesta quarta-feira estado de emergência alimentar no país, até 31 de dezembro deste ano, e criou um programa especial para contornar o agravamento da situação das camadas menos favorecidas da população, que prevê o desembolso de 350 milhões de pesos. A iniciativa responde à violência latente entre esses setores sociais que, na última segunda-feira, despontou nas cenas de guerra entre pobres vistas no Mercado Central de Buenos Aires. Nos últimos dias, além dos panelaços da classe média, protestos de argentinos mais pobres tornaram-se mais freqüentes e elevaram o grau de pressão social contra o governo de Eduardo Duhalde. O programa será conduzido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Medio Ambiente, com recursos previstos no Orçamento de 2002. Prevê a compra de alimentos, que serão distribuídos à população de alta vulnerabilidade e em risco de subsistência. É público e de notório conhecimento a gravíssima crise pela qual atravessa nosso país, alcançando extremos níveis de pobreza, agravados pela paralisia produtiva, diz o texto do decreto que institui o programa, publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial do governo nacional. Dos recursos previstos, 40% devem ser destinados ao atendimento de pessoas que se encontram abaixo da linha de pobreza. O restante será repartido entre as províncias, para programas que seguem a mesma linha. Na última segunda-feira, trabalhadores do Mercado Central expulsaram a golpes e pedradas cerca de 500 desempregados, que exigiam a entrega do dobro de frutas e verduras usualmente doados. O episódio transformou-se em uma espécie de guerra campal. Leia o especial

Agencia Estado,

16 Janeiro 2002 | 21h49

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