Argentina detém 40 militares "extraditáveis"

O juiz argentino Rodolfo Canicoba Corral informou neste sábado que já estão detidos 40 dos 45 militares da reserva e um civil cuja extradição foi solicitada pela Justiça espanhola para que sejam julgados por crimes de genocídio, tortura e terrorismo. Canicoba ordenou as prisões na quinta-feira, a pedido da Espanha. No dia seguinte, o presidente da Argentina, Nestor Kirchner, revogou um decreto que proibia a extradição de criminosos da ditadura argentina. Hoje também, o ministro da Justiça da França, Dominique Perben, anunciou que pedirá à Argentina a extradição do ex-torturador argentino e ex-capitão de fragata Alfredo Astiz, de 50 anos, conhecido como o Anjo Loiro da Morte, que está preso desde sexta-feira em Buenos Aires. Astiz foi condenado à revelia na França à prisão perpétua por participar no seqüestro e desaparecimento de duas freiras francesas em 1977, durante a última ditadura (1976-1983). Durante a ditadura militar, Astiz conseguiu infiltrar-se no movimento que deu origem à Associação das Mães da Praça de Maio ? formado por mães e parentes de desaparecidos. Dessa maneira, colaborou no seqüestro e de membros da entidade, como também das duas francesas e de uma estudante sueca. A Justiça da Itália e da Suécia também querem julgá-lo.

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