Argentina deve ampliar reestruturação da dívida

O governo argentino e três bancos internacionais assinaram um acordo ontem no qual se comprometem a trabalhar num plano para reestruturar a dívida argentina mantida pelos credores privados (holdouts) que não aderiram à reestruturação de 2005.O chefe de gabinete da Presidência, Sérgio Massa, disse, durante conferência a jornalistas, que o plano não é uma reabertura da oferta argentina para os credores, mas o contrário. Ele definiu a proposta como uma oferta dos detentores de bônus, por meio dos três bancos subscritores - Barclays, Citigroup e Deutsche Bank - para trocar os bônus antigos pelos títulos emitidos na reestruturação de 2005.Embora o jornal "Clarin" tenha publicado que o período de troca de seis semanas começaria na quarta-feira, com o envio da proposta para aprovação da Securities Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano), Massa afirmou que esses detalhes não serão divulgados antes da aprovação de vários órgãos reguladores - a SEC nos Estados Unidos e a Copsom, na Itália. Ele disse, porém, que a partir de quinta-feira, quando as equipes do governo e dos bancos de investimentos começarem a preparar os detalhes das apresentações aos órgãos reguladores, o plano "pode ser considerado como público". Não ficou claro o que isso representa em termos legais nem quando os detalhes da proposta seriam apresentados. Massa disse que o governo se reserva o direito de rejeitar qualquer das propostas e que elas estão condicionadas à aprovação do Congresso argentino. Segundo o chefe de gabinete, o governo e os bancos esperam que o processo de aprovação pelos órgãos reguladores e pelo Congresso, bem como a troca física dos títulos seja concluída até o fim do ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.