Argentina deve conhecer novos ministros até amanhã

O Presidente eleito da Argentina, Néstor Kirchner, prometeu anunciar seu gabinete nesta segunda-feira ou na terça. A conformação de seu ministério está envolta em um hermetismo, no qual o único nome confirmado, até o momento, continua sendo o do atual ministro de Economia, Roberto Lavagna, que continuará no cargo. Porém, segundo assessores e homens fortes que rodeiam Néstor Kirchner, quase todas as pastas já foram preenchidas e faltariam somente três para fechar a composição de sua equipe. Conforme os nomes veiculados pelas fontes e pela imprensa argentina, a dificuldade maior estava em definir os postos de Relações Exteriores, Defesa e Interior. Até ontem à noite, parecia que o dilema de nomes para a Educação, já teria se resolvido com a escolha de Daniel Filmus, atual secretário de Educação da prefeitura de Buenos Aires. Além da respeitada experiência de Filmus, seria um gesto de Kirchner para agradecer o apoio do prefeito Aníbal Ibarra à sua candidatura.Para o Ministério de Relações Exteriores, comenta-se sobre três possibilidades, sendo que a primeira delas seria o escritor e diplomata Abel Posse, atual embaixador em Madri. Mas outros nomes são discutidos para o cargo, como o secretário de Direitos Humanos de Buenos Aires, Jorge Taiana, o vice-chanceler, Martín Redrado, e o ex-embaixador na OEA, Juan Pablo Lolhé. Outra incógnita seria o Ministério do Interior, para onde poderia ir Daniel Gallo, atual vice-governador de Tierra del Fuego. Porém, já se cogitou outros três governadores: Eduardo Fellner, de Jujuy; Carlos Rovira, de Misiones; e Gildo Insfrán, de Formosa.Para o Ministério de Defesa, chegou-se a cogitar o nome do general Martín Balza, ex-chefe do Exército no governo de Carlos Menem, mas foi cortado pois ela ainda responde ao processo judicial pelo envio de armas ilegais à Croácia. Os nomes do atual ministro de Saúde, Ginés Gonzalez Garcia, e da irmã do Presidente, Alícia Kirchner, atual secretária de Ação Social da província de Santa Cruz, continuam sendo os únicos cotados para ocupar as referidas pastas. O chefe de campanha de Néstor Kirchner, Alberto Fernández, deverá ocupar a cadeira da chefia de Gabinete ou da Secretaria da Presidência, enquanto que o atual ministro de Produção, Aníbal Fernández, deverá ir para o Ministério do Trabalho. No Ministério de Justiça, se discutem dois nomes, Rafael Bielsa e o Esteban Righi. Bielsa também aparece como candidato à Procuradoria Geral da Nação. O Ministério da Produção pode ser incorporado pela paste da Economia como se chegou a aventar. Caso isto não aconteça, o forte candidato é o atual vice-ministro de Economia, Oscar Tangelson.No ministério de Cultura, o nome mais discutido tem sido o do intelectual Torcuato di Tella, sociólogo e fundador da Universidade que leva seu nome.

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