Argentina deverá evitar pagamento de dívida

Governo prepara-se para apelar de decisão judicial que obriga o país a pagar US$ 1,33 bi a dois fundos de investimentos

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h04

O governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, preparava-se ontem para apresentar um recurso na Justiça dos EUA contra a decisão do juiz federal de Nova York Thomas Griesa que ordenou ao país latino-americano pagar US$ 1,33 bilhão aos fundos Dart e NML, referentes a 100% do valor nominal dos títulos da dívida pública argentina em estado de calote desde 2001.

Os fundos Dart e NML são dois dos vários credores que não aceitam as reestruturações da dívida propostas pelos governos de Néstor e Cristina Kirchner em 2005 e 2010. As reestruturações, aceitas por 93% dos chamados "holdouts", implicaram na troca dos velhos títulos por outros, com menor valor e maior prazo de pagamento. O juiz Griesa determinou que a Argentina pague até o dia 15. Na data, o governo também teria de pagar a credores oficiais US$ 3,5 bilhões em títulos reajustados segundo o PIB argentino. Mas, caso não pague primeiro os "fundos abutre", o país ficará impedido de pagar os credores oficiais.

Clarín. O Grupo Clarín revelou que apresentou uma denúncia na Justiça sobre supostas "incitações à violência coletiva" e "coação" por parte de integrantes do governo. Segundo a empresa, membros do gabinete presidencial acusaram sem provas o jornal Clarín e suas emissoras de "atentar contra a democracia".

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