Argentina é 'colonialista' com Malvinas, diz Cameron

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse que o Conselho Nacional de Segurança teve uma reunião nesta quarta-feira para discutir a crescente tensão com a Argentina por causa da disputa pela soberania das Ilhas Malvinas (Falkland). Cameron disse aos parlamentares que teve um encontro com ministros e chefes militares a respeito das disputadas ilhas no Atlântico Sul. Cameron disse que a Argentina adota uma abordagem "colonialista" a respeito das ilhas.

AE, Agência Estado

18 de janeiro de 2012 | 20h10

No mês passado, a Argentina persuadiu o Brasil, o Uruguai e o Chile a se juntarem a uma resolução do Mercosul para banir dos portos dos países todos os navios com a bandeira da Falkland - um escudo com o desenho de um carneiro e um navio, com um fundo azul e ao lado da Union Jack, a bandeira do Reino Unido.

As Ilhas Malvinas ficam 460 quilômetros ao leste da costa da Patagônia argentina e a soberania das ilhas é reivindicada por Buenos Aires. Argentina e Grã-Bretanha lutaram uma breve e sangrenta guerra em 1982 pela posse das ilhas. Derrotada, a Argentina passou a usar a pressão diplomática para ter sua soberania reconhecida.

Cameron disse que o povo das ilhas precisa decidir o próprio futuro. "O ponto de vista que é absolutamente vital é que temos a clareza de que o futuro das Falkland é um assunto para o povo das ilhas", disse Cameron. "Enquanto eles disserem que desejam fazer parte do Reino Unido e serem britânicos, eles devem ter o direito de fazer isso". Ele disse que a Argentina está adotando uma abordagem "colonialista" em relação aos moradores das Falkland.

"O que os argentinos têm dito recentemente se parece mais com o colonialismo porque aquelas pessoas querem permanecer britânicas e os argentinos querem outra coisa", disse Cameron.

As informações são da Associated Press.

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