Argentina e Uruguai trocam amabilidades em cúpula do Mercosul

A Argentina e o Uruguai deram umnovo sinal de aproximação política na terça-feira, dia em queos presidentes dos dois países trocaram palavras cordiais empúblico, depois de dois anos de relações tensas devido àconstrução de uma fábrica de celulose no lado uruguaio de umrio da fronteira comum. Cristina Fernández de Kirchner e Tabaré Vázquez dividiram omesmo palanque durante a reunião dos presidentes dospaíses-membros do Mercosul, em Montevidéu, onde o mandatário doUruguai transferiu à dirigente argentina o comando daPresidência rotativa do bloco. Na semana passada, durante a posse de Cristina comopresidente da Argentina, a líder já havia estendido a mão paraVázquez em meio à dura crise diplomática, apesar de, então, tertambém manifestado algumas críticas. "Quero agradecer ao senhor e a todo o povo uruguaio peloafeto e pelo carinho com que me receberam e pela hospitalidadeque me oferecem desde a noite de ontem", afirmou Cristina, aolado de Vázquez. "Senti-me em casa porque o Uruguai é a minha casa, como omeu país é a casa de milhares de uruguaios e uruguaias que hábastante tempo vivem juntos de nós", acrescentou. Vázquez, por seu lado, disse que "no Uruguai a senhora estána sua casa, e nos alegra que a senhora esteja aqui. Nenhumargentino é um estrangeiro ou um estranho, e nos alegra muito asua visita." Há mais de dois anos, o governo e ambientalistas argentinosresistem à instalação de uma fábrica da empresa finlandesaBotnia na margem do rio Uruguai, temendo que a instalação poluaa área. O Uruguai defende com unhas e dentes um dos maioresinvestimentos privados de sua história e garante que a fábricafunciona dentro das normas ambientais. (Reportagem de Lucas Bergman)

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