Argentina enfrenta hoje greve geral

Os funcionários públicos argentinos iniciaram, no primeiro minuto desta quinta-feira, uma greve geral que deve durar 24 horas, em protesto contra as recentes medidas adotadas pelo governo, que incluem um plano de cortes nos gastos públicos. A paralisação soma-se a ameaças de políticos, que querem mudanças em elementos-chave do plano de cortes, cujo objetivo é alcançar "déficit zero". Na noite de quarta-feira, milhares de manifestantes, exibindo bandeiras nacionais, fizeram uma passeata, que começou perto do Congresso Nacional e terminou em frente ao palácio presidencial. Os manifestantes protestavam principalmente contra a possibilidade de os funcionários públicos e os aposentados terem reduções de até 13 % em seus vencimentos e benefícios. À greve dos funcionários públicos devem se juntar, ainda nesta quinta-feira, os filiados a duas das principais centrais sindicais do país, que protestam contra planos do governo para reduzir em 1,4 bilhão de dólares os gastos neste segundo semestre. O governo também enfrenta medidas de deputados da oposição peronista e mesmo de alguns membros de sua coalizão governista para bloquear os cortes nos gastos.

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