Argentina investiga tráfico de armas

O ex-chefe do Exército argentino, tenente-general Martín Balza, disse que a venda ilegal de armas argentinas ao Equador e à Croácia foi arquitetada por ex-ministros do governo Carlos Menem - entre os quais o ex-chanceler Guido di Tella e o ex e atual ministro da Economia, Domingo Cavallo. A acusação de Balza foi feita através de uma nota por ele enviada ao jornal Clarín, publicada hoje. Balza, que está sendo processado por este escândalo, disse que as vendas foram obra de uma "engenharia mafiosa", responsabilizando por isso, além de Cavallo e Di Tella, também os ex-ministros Ermán González e Oscar Camilión. Pouco depois, o porta-voz presidencial Ricardo Ostuni negou que o governo do presidente Fernando de la Rúa esteja preocupado pela eventual responsabilidade de Cavallo no caso. "O que me parece fundamental para a Argentina é que os poderes funcionem", disse Ostuni à imprensa. Em sua nota ao Clarín, Balza isentou de responsabilidade o ex-presidente Carlos Menem, sobre o qual disse que "não foi bem assessorado ou foi enganado; por isso assinou decretos virtualmente fabricados". Em seguida, foi Menem que falou à imprensa, dizendo que "alguns por aqui falam alegremente em venda ilegal porque desconhecem o assunto: a venda foi perfeitamente legal".

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